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Contraventores são condenados por exercer ilegalmente a profissão de corretor de imóveis

As constatações do Conselho Regional de Corretores de Imóveis 6ª Região/PR referentes ao exercício ilegal da profissão tem sido encaminhadas, através da lavratura de termos circunstanciados, para o poder judiciário.  Somente nos quatro primeiros meses deste ano 71 supostos infratores foram noticiados nas delegacias de suas respectivas regiões. O delito está previsto no art. 47 da Lei 3688/41: “Exercer profissão ou atividade econômica ou anunciar que a exerce, sem preencher as condições a que por lei está subordinado o seu exercício: Pena – prisão simples, de quinze dias a três meses, ou multa”.

Contraventores trazem prejuízos porque não possuem a responsabilidade e a obrigação de zelar pelo bom resultado da negociação. O cliente deve sempre verificar se o profissional escolhido está regularmente inscrito no Creci-PR. É possível também solicitar informações sobre a vida profissional de um corretor de imóveis ou imobiliária. Caso o profissional não seja inscrito, o cliente poderá fazer uma comunicação de atividade irregular que será encaminhada aos órgão competentes.

Além de fiscalizar o exercício ilegal da profissão, o Creci-PR tem lançado campanhas de valorização profissional com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância de consultar sempre um corretor de imóveis no momento de realizar uma transação imobiliária. A última ação utilizou o conceito: IMÓVEL, SÓ COM CORRETOR DE IMÓVEIS - EXERCÍCIO ILEGAL É CASO DE POLÍCIA.

O artigo 5º, inciso XIII, da Constituição Federal prevê: “é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer”. A profissão de corretor de imóveis é devidamente regulamentada pela Lei 6.530/78, desta forma o ato de intermediação de compra, venda, permuta e locação de imóveis é de competência exclusiva do corretor de imóveis. Para trabalhar com a corretagem imobiliária é preciso ter formação específica (técnico ou gestor em transações imobiliárias) e registro no Conselho de Fiscalização Profissional – Creci.

 

Os cinco bairros de Curitiba que mais valorizaram em 2015

Oferta de novos imóveis contribuiu para elevar o preço do metro quadrado em alguns endereços da cidade

A alta da inflação e as campanhas de vendas realizadas pelas construtoras seguraram o reajuste do preço dos imóveis em 2015, que ficou na casa dos 5%. Em alguns bairros, no entanto, a localização privilegiada e a oferta de novas unidades contribuíram para que a correção do valor do metro quadrado superasse, e muito, a média do setor e a inflação do período, que foi de 10,67%.

É o caso do Jardim Botânico. Em dezembro de 2015, o metro quadrado privativo dos apartamentos novos no bairro custava R$ 7,4 mil, 22% a mais do que os R$ 6 mil registrados no mesmo mês de 2014.

O Boqueirão também acompanhou a alta e ocupa a segunda posição entre os endereços mais valorizados de Curitiba, com reajuste de 21%. No ano passado, o preço do metro quadrado no bairro passou dos R$ 4,3 mil para os R$ 5,2 mil, tendo dezembro como mês de referência.

“Estes são bairros com baixa oferta. Então, quando novos lançamentos são colocados à venda, eles puxam o preço para cima”, explica Fábio Tadeu Araújo, diretor de pesquisa de mercado da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR).

Conheça quais são os outros endereços que compõem o ranking dos bairros com o preço do m² mais valorizado em 2015.

1º Jardim Botânico valorização de 22%, com m² privativo comercializado a R$7.374,29 em dezembro
2º Boqueirão; a alta de 21% em 2015 elevou o preço do m² privativo dos apartamentos para R$ 5.163,64
3º Xaxim, com preço do m² privativo a R$ 4.026,21, em dezembro, o bairro registrou reajuste médio de 18%
4º Seminário: área nobre da capital, o bairro registrou alta de 17% em 2015, com o m² privativo comerecializado a R$ 7.605,64, em dezembro
5º Hugo Lange: região que costuma receber lançamentos de luxo, o bairro teve alta de 14% em 2015, com o preço do m² privativo a R$6.292,91

Fonte: Gazeta do Povo

Caixa eleva de 50% para 70% o limite financiado para imóvel usado

Para estimular crédito, banco reabre financiamento do 2º imóvel e eleva cota para usados

Na tentativa de estimular o financiamento imobiliário, a Caixa Econômica Federal anunciou nesta terça-feira, 8, uma série de medidas de crédito. Entre as elas estão o aumento dos recursos para contratação do financiamento imobiliário, reabertura do financiamento do segundo imóvel e elevação da cota de recursos destinados à compra de imóveis usados.

Menos de um ano depois de ter reduzido o teto do financiamento de imóveis usados para 50%, o banco resolveu aumentar o limite para 70%. Em abril de 2015, quando a Caixa anunciou a redução da cota, o teto era de 80%.

Segundo a presidente da Caixa, Miriam Belchior, este é o fator que mais impacta a demanda de habitação. Miriam ressaltou que a elevação da cota induz a demanda por imóvel novo.

A Caixa vai também passar a financiar a compra de um segundo imóvel, nas mesmas condições utilizadas para financiar o primeiro. Dessa forma, o cliente poderá ter dois imóveis financiados ou mais tempo para vender o primeiro, destacou a presidente da Caixa. Em agosto do ano passado, a Caixa havia vetado novos empréstimos a clientes que já tinham um imóvel financiado.

A presidente da Caixa afirmou que, com todas as medidas anunciadas nesta terça, deve haver uma elevação de 13% dos recursos destinados ao crédito à habitação, ou R$ 16,1 bilhões. Com isso, a Caixa estima o financiamento de 64 mil unidades adicionais em relação ao que foi financiado em 2015.

Ela comentou ainda que a Caixa está se preparando para ter mais eficiência e que, nesse sentido, o banco tem cortado custos. “Temos o desafio de tornar a Caixa mais rentável e eficiente” disse.

Sistema habitacional
O vice-presidente de Habitação da Caixa, Nelson Antônio de Souza, explicou que a Caixa elevou a cota de financiamento do imóvel usado pelo sistema de financiamento habitacional (SFH) de 50% para 70% para clientes do setor privado e para imóveis de até R$ 750 mil. Para setor público, cota foi elevada de 60% para 80%.

Os imóveis usados financiados pelo sistema financeiro imobiliário, acima de R$ 750 mil, em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, e de R$ 650 mil nos demais Estados, passarão a ser financiados em 60%, dos atuais 40%, para o setor privado. Para o setor público, cota passou de 50% para 70%.

Miriam Belchior, disse que, com essas medidas, o objetivo é viabilizar mais acesso às unidades habitacionais pelos brasileiros e estimular o segmento da construção civil. Segundo ela, a Caixa terá este ano R$ 16,5 bilhões adicionais destinados ao financiamento de imóveis. Com esse recurso extra, disse a presidenta, será possível a contratação de financiamento de mais 64 mil unidades habitacionais, um aumento de 13% em relação ao previsto.

Com o aumento da cota de recursos para imóveis usados, Miriam Belchior acredita que haverá um impacto positivo também no mercado de imóveis novos, principalmente nas classes média e alta. “A compra do imóvel novo implica na venda do imóvel usado”, disse.

Fonte: Gazeta do Povo

NOTA DE REPÚDIO

 

A revista Veja, de 03 de março de 2016, traz a reportagem “O Uber dos Imóveis” texto em que os corretores de imóveis e imobiliárias são descritos como meros aproximadores de partes e dispensáveis nas transações imobiliárias com o advento da economia de compartilhamento.

O Conselho Regional de Corretores de Imóveis 6ª Região/PR repudia o conteúdo da reportagem e faz as seguintes ponderações:

A tecnologia chegou no setor imobiliário para somar, trouxe a rapidez e a praticidade, mas de forma alguma substitui o trabalho dos corretores de imóveis, se assim fosse a profissão jamais teria sido regulamentada.

Os corretores de imóveis se tornaram gestores de negócios, conhecem todos os trâmites e circunstâncias de um negócio seguro além de estarem preparados para atender com excelência todos os tipos de clientes. O texto esquece de citar que são esses profissionais que movimentam bilhões de reais e ajudam o cidadão a fazer assertivas transações imobiliárias.

A empresa Quinto Andar,  retratada na reportagem, é regularmente inscrita no Creci-SP sob o número 24.344J. Trata-se portanto de uma imobiliária. Além de que o “Uber dos Imóveis” não dispensa os serviços dos corretores, ao contrario, ela concita a serem seus parceiros e dedica, em seu sitio na internet, um menu exclusivo para atrair corretores com a seguinte chamada: estamos reinventando o trabalho do corretor. venha fazer parte dessa mudança. seja um corretor parceiro.

O texto diz ainda “hoje, a Quinta Andar realiza acima de 1000 contratos de aluguel por mês”. Se assim fosse, seria a maior imobiliária do mundo. Aqueles que trabalham e entendem do mercado imobiliário sabem que nem as maiores imobiliárias do Brasil, na área de locação, possuem mil contratos novos por mês. Um excelente funcionário, mesmo com toda a automação existente, não consegue fechar mais de dois contratos completos por dia, ainda que terceirize a maioria de suas tarefas.

Vale lembrar que a  locação não é simplesmente assinar um papel. Antes disso, o locatário precisa conhecer o imóvel, decidir se ele atende às suas necessidades e anseios, verificar se tudo está ou não funcionando, analisar a proposta de preço do aluguel, verificar os termos contratuais, elucidar dúvidas, fazer o cadastro para o propalado seguro fiança (ou a “Uber dos Imóveis” faz o seguro sem verificação cadastral?), acompanhar a vistoria do imóvel e concordar, ou discordar, dela e por aí afora. Ou seja, essa tarefa de 1000 contratos mês é improvável de ser alcançada.

            Alertamos ainda que a Quinto Andar, com certeza, atua apenas com locação pois, todo o seu argumento está voltado para esse segmento. A locação não é o trabalho dos verdadeiros corretores de imóveis, cuja especialidade é captar e vender. É claro que, eventualmente, podem angariar um imóvel para locação e até agenciá-lo, mas o foco do dia a dia dos corretores de imóveis é o trabalho com vendas.

Na reportagem, a empresa afirma  também que ela é quem paga por um seguro que pode ser acionado para cobrir eventuais calotes. Trata-se sem dúvida de seguro fiança locatícia. Mas não é segredo para ninguém que esse tipo de seguro não é barato, representa, no mínimo, dez por cento do valor do contrato. Como pode a empresa pagar pelo seguro e ainda fazer a locação mais barata do que a convencional? A não ser que seja ela própria a seguradora. Mas isso é impossível pelas regras da SUSEP (Superintendência Nacional de Seguros Privados). E, se for possível, ou a empresa vai “quebrar”, porque não recebe pelo seguro que oferece, ou não pagará os proprietários em caso de inadimplência.

Em um trecho a reportagem assevera: “Como o papel desse profissional tem sua importância reduzida, a comissão, antes de 6%, cai para 1%”.  Os bons profissionais, com certeza, nunca se submeteriam a esse tipo de trabalho.

Finalmente, diz a reportagem “O sucesso atraiu um grupo de investidores que neste mês injetou 7 milhões de dólares na empresa”. Ou seja, aproximadamente 28 milhões de reais. Dá para acreditar? Sinceramente, não. Com um investimento desses qualquer incorporadora constrói um edifício de bons apartamentos com mais de dez mil metros quadrados e, em dois anos, recuperaria seu capital com um bom lucro garantido. Por que um grupo de investidores iria aplicar tal quantia numa startup de serviços, sem nenhuma garantia de resultados? Reflitam!!

            Dadas as ponderações acima, repudiamos veemente os fatos narrados na reportagem e reiteramos que a profissão de corretor de imóveis, devidamente regulamentada pela Lei 6.530, não será extinta ou substituída pelo advento da economia de compartilhamento.

CRECI-PR

Como é feita a avaliação de um imóvel?

Aspectos como localização, metragem e padrão do bem são analisados para a composição do valor

Quanto vale um imóvel? A resposta para esta pergunta, fundamental para quem deseja vender, financiar ou tem alguma pendência jurídica relacionada a um bem, não é tão simples quanto pode parecer. A avaliação do imóvel resulta da análise de inúmeras variáveis técnicas, mercadológicas e até sentimentais e pode divergir de acordo com o “personagem” que estipula o preço: a imobiliária, o banco ou o proprietário do bem.

As imobiliárias costumam chegar a valores um pouco superiores aos determinados pelos bancos – que têm o imóvel como garantia ao financiamento – por considerarem na avaliação a margem de negociação para a venda, como lembra Catia Maria Cury, engenheira civil, avaliadora e corretora de imóveis.

Já os bancos e instituições hipotecárias podem levar em conta o valor de liquidez forçada do bem, ou seja, um porcentual descontado do seu preço de mercado que serve de margem de segurança para o caso da necessidade de se executar a garantia. “Com as incertezas do mercado, trabalhamos com uma margem de liquidez de 30%. Se o imóvel vale R$ 100 mil, por exemplo, seu valor de liquidez [teto a partir do qual será calculado o porcentual de aprovação do crédito] será de R$ 70 mil”, ilustra Maria Teresa Fornea, diretora da Barigui Companhia Hipotecária.

Critérios
Os laudos de avaliação, geralmente utilizados pelos bancos nas operações de crédito, são emitidos por engenheiros ou arquitetos. Eles são baseados na norma nº 14.653, parte dois, da ABNT, que define os critérios para a avaliação de imóveis urbanos, como explica Luciano Ventura, presidente do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia do Paraná (Ibape-PR).

Entre estes critérios estão as características do imóvel (metragem, número de cômodos, idade, vícios construtivos, padrão de acabamento, áreas comuns), do terreno (zoneamento, topografia, questões relacionadas ao meio ambiente) e da região onde está localizado (facilidade de acesso, transporte). Questões mercadológicas, como tendências do setor e à liquidez do bem, também são avaliadas.

Com os dados em mãos, o avaliador os compara com os de outros imóveis similares da região ou de áreas afins com o auxílio de softwares, que consideram as variáveis para compor o preço. “Não há uma fórmula pronta, mas um padrão a ser seguido, pois existem muitas variáveis que podem interferir no valor final. Temos o suporte da tecnologia em conjunto com a avaliação visual para não incorrer em erros”, explica Catia.

O comparativo com outros imóveis, incluindo os de sua base de dados, também é o método utilizado pelas imobiliárias para se chegar ao chamado “parecer de valor de mercado”. Marlon Moser, presidente da Rede Imóveis, diz que além de consultar e cruzar as informações do banco com a do bem, algumas empresas realizam bancas para que os profissionais opinem até que se chegue um valor para o imóvel, que pode, ou não, ser aceito pelo proprietário.

Diferença nas avaliações pode dificultar aquisição do financiamento
Quem não tem recursos para comprar um imóvel à vista geralmente recorre aos financiamentos para realizar o sonho da casa própria ou de ampliar o patrimônio. O que muitas pessoas desconhecem, no entanto, é que para a obtenção do crédito o que vale não é o preço que o vendedor pede pelo imóvel, mas sim a avaliação que o banco faz dele.

Um apartamento, por exemplo, pode ser ofertado por R$ 300 mil pelo vendedor. Se na avaliação do banco o preço final ficar em R$ 250 mil, este será o valor que a instituição irá considerar para aprovar o crédito. Ou seja, além do valor da entrada – calculado pela diferença entre o preço do imóvel e o porcentual do teto estipulado pelo banco para o financiamento, de acordo com a modalidade de crédito e as regras de cada instituição –, o comprador terá que desembolsar mais R$ 50 mil, neste exemplo, para cobrir a diferença entre as avaliações e contratar o crédito.

Isto não faz, necessariamente, com que uma avaliação superior do banco em relação ao preço de venda do imóvel seja mais interessante para garantir o crédito, como lembra Marlon Moser, presidente da Rede Imóveis. “Quem vai financiar o bem pelo SFH [Sistema Financeiro de Habitação], que usa recursos do FGTS, por exemplo, pode comprar imóveis de até R$ 650 mil. Se o engenheiro do banco avaliar o imóvel por R$ 680 mil, isso inviabiliza a compra”, ilustra.

Assim, o cenário ideal é o de quando o preço de venda e o da avaliação realizada pela instituição financeira ficam o mais próximo possível, o que permite ao comprador dispor de menos recursos e garantir, se aprovada, a contratação do financiamento.

Avaliação “hipotética”
Nem só para a negociação de imóveis “reais” são feitas as avaliações . A engenheira civil Catia Maria Cury, avaliadora e corretora de imóveis, explica que também é possível se trabalhar com situações hipotéticas, como a da avaliação de uma área que receberá a construção de um empreendimento. Este estudo é utilizado, por exemplo, por construtoras que vão adquirir um terreno ou por proprietários que desejam vender uma área com potencial para incorporação.

Fonte: Gazeta do Povo