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Puxado pela retração de 78% dos apartamentos econômicos à venda, estoque de novos ficou abaixo de 9 mil unidades em abril

Repetindo os resultados dos meses anteriores, o estoque de imóveis novos em Curitiba segue em forte queda. Em abril, o volume de unidades disponíveis chegou às 8,8 mil unidades, menor número desde julho de 2011, quando 8,4 mil apartamentos estavam à venda na capital.

No comparativo com abril de 2015, quando quase 11 mil unidades eram ofertadas, a retração foi de 19%. Em relação a março de 2016, o recuo foi de 3%. Os dados são da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR), em parceria com a Brain Bureau de Inteligência Corporativa.

“O estoque está caindo e entrando no número que é o ideal para o mercado de Curitiba, de cerca de oito mil unidades. Em um momento de crise isto é bom, pois fica mais fácil para os incorporadores trabalharem”, avalia Fábio Tadeu Araújo, diretor de pesquisa de mercado da entidade.

Na incorporadora Thá, por exemplo, a redução do estoque chegou a 30% entre janeiro e maio deste ano, como conta Bruno Pardo, coordenador Comercial da empresa.

Econômico

Entre os diferentes segmentos, os apartamentos econômicos (com preços entre R$ 200.001,00 e R$ 250 mil) foram os que apresentaram a maior retração do estoque, 78%, com a oferta passando das 1,9 mil para 401 unidades entre os meses de abril de 2015 e 2016.

“Este é um segmento que está a dois ou três anos sem grandes lançamentos e cujas vendas continuam acontecendo, pois é o tipo de apartamento procurado por grande parte das pessoas, o que acaba consumindo o estoque”, explica Pardo.

O estoque de studios, lofts e apartamentos de um dormitório foi o que apresentou a segunda menor queda do período, 33,5%, também motivada pelo consumo da oferta já entregue. Em abril, 1,8 mil unidades desta tipologia estavam à venda na cidade.

Oferta

A redução no número de unidades ofertadas tem feito com que algumas regiões da cidade comecem a apresentar escassez de algumas tipologias, pontua Pardo. Segundo ele, apartamentos de dois e três quartos destinados às classes média e média alta têm oferta reduzida em bairros como Batel e Água Verde. Na região sul da cidade, a retração afeta os imóveis de dois dormitórios.

“O segmento standard [com preços entre R$ 250.001 mil a R$ 400 mil] tende a permanecer por mais tempo com oferta maior, pois foi o que teve mais lançamentos [no passado]. Abaixo ou acima disso, a tendência é de redução cada vez maior”, acrescenta Araújo.

Sobre as possibilidades de negociação, o diretor pontua que, de forma geral, elas têm condições muito similares entre os diferentes segmentos com valores de até R$ 500 mil. A exceção fica por conta dos imóveis de luxo e superluxo (com valores acima de R$ 1 milhão) que estão fora deste cenário. “A condição da negociação depende mais da empresa do que do segmento”, resume.

Preço do metro quadrado teve reajuste médio de 5%

Ao contrário do estoque, o preço dos apartamentos novos segue aumentando na capital. Nos últimos 12 meses, as unidades acumularam reajuste médio de 5% sobre o preço do metro quadrado privativo ofertado, que era de R$ 6.587,60 em abril, de acordo com a Ademi-PR.

Mesmo assim, o reajuste continua abaixo do registrado pela inflação oficial, que foi de 9,28% no igual período, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

A maior oferta de lançamentos pelas empresas menores, grande parte delas com atuação local, é um dos fatores que justificam este movimento, explica Fábio Tadeu Araújo, diretor de Pesquisa de Mercado da entidade. “Estes lançamentos têm preços menores, ao contrário dos apresentados pelas empresas grandes, que costumam ter o custo do metro quadrado médio maior. Isto muda o estilo dos produtos disponíveis no mercado”, acrescenta.

Valorização

A exceção a este cenário fica por conta dos imóveis novos de quatro dormitórios, que foram reajustados em 14,8% nos últimos doze meses, com o metro quadrado médio comercializado a R$ 10.046,00 em abril.

A valorização de 5,5 pontos porcentuais acima da inflação reflete o perfil destes empreendimentos que, cada vez mais luxuosos, puxam o preço com mais “força” em comparação às demais tipologias.

Negócio bilionário

Estoque de apartamentos novos segue em queda na capital e somou 8,8 mil unidades em abril, número 19% abaixo do registrado no mesmo mês de 2015.

Fonte: Gazeta do Povo

No Rio de Janeiro está mais caro do que em qualquer outra cidade.
Com R$ 500 mil, dá para achar um apartamento de 47 metros quadrados.

Uma pesquisa realizada em 11 capitais brasileiras mostrou como o poder de comprar de uma determinada quantidade de dinheiro varia, de cidade pra cidade.
R$ 500 mil não valem a mesma coisa no Rio de Janeiro, em São Paulo ou em Salvador. É o que diz um levantamento feito com base em anúncios de vendas de casas e apartamentos na internet.
O poder de compra muda porque o preço médio do metro quadrado varia muito nas 11 capitais pesquisadas.
No Rio de Janeiro está mais caro do que em qualquer outra cidade. Com R$ 500 mil, dá para achar um apartamento de 47 metros quadrados.
Em Brasília, esse dinheiro compra um imóvel um pouquinho maior. São Paulo não é muito diferente. Com R$ 500 mil em são Paulo, dá para comprar um apartamento com a sala integrada à cozinha, um banheiro, logo em frente um quarto pequeno, e uma varanda que vai funcionar também como área de serviço. O tamanho? São 60 metros quadrados e uma vaga na garagem. Agora, repare que o apartamento está novinho. O dono vai ter que gastar mais com o acabamento, antes de se mudar.
Já em Belo Horizonte dá para morar melhor gastando o mesmo valor. Dá para um apartamento novinho, com 92 metros quadrados, cozinha, área de serviço, mas sem dependência completa de empregada. Sala para dois ambientes, um banheiro social e três quartos, sendo que um deles também é suíte. São duas vagas na garagem. O apartamento, que foi vendido por R$ 500 mil, fica na região da Pampulha, numa área de novas construções de classe média, na capital mineira.
Em Salvador, não é muito diferente. Com R$ 500 mil se consegue comprar um apartamento de 90 metros quadrados, primeiro andar, duas vagas na garagem. Tem uma varanda, uma sala com dois ambientes, cozinha com dependência para empregado, banheiro social, quarto de hóspede e quarto principal que, na verdade, é uma suíte. O apartamento fica num bairro tradicional, de classe média, da capital baiana.
O responsável pela pesquisa diz que essas diferenças têm mais de uma explicação. Em uma cidade já abarrotada de prédios, os apartamentos tendem a ser mais caros do que em outras que ainda podem crescer. E tem ainda a diferença de salário entre as regiões.
“O poder de compra influencia? Lógico que influencia. Então, se o salário médio numa cidade como São Paulo é maior, você tende a ter todos os produtos de alguma maneira mais caros porque há uma capacidade de consumo maior. Então o imóvel não foge a essa regra”, explica Eduardo Schaeffer, diretor geral do Zap Imóveis.

Fonte: Jornal Nacional - Rede Globo.

O coordenador de fiscalização cartorária, Edson Gonçalves da Silva, ministrou ontem, dia 31 de maio, uma palestra para os delegados distritais de Curitiba e região sobre as atribuições institucionais do cargo de delegado distrital. A reunião foi coordenada pela diretora Izabel Cristina Maestrelli e pelo vice-presidente Luiz Celso Castegnaro.

Campo do Santana e Bairro Alto estão entre as regiões com os aluguéis mais em conta da capital

A abundância na oferta de unidades disponíveis para locação ajudou a segurar o preço do aluguel em Curitiba. Em abril deste ano, R$ 13,60 era o valor médio cobrado pelo metro quadrado total da locação, o que representava uma queda de 5% em relação aos R$ 14,38 anunciados no mesmo mês de 2015. Os dados são do Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar), ligado ao Sindicato da Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi-PR).

A localização e o padrão de algumas unidades e a maior flexibilidade dos proprietários para negociar os valores, utilizada como estratégia para atrair os inquilinos, é outro ponto que tem contribuído para reduzir os aluguéis, inclusive para índices inferiores à média da capital.

Em bairros como Campo do Santana e Bairro Alto, a retração chega aos 23,5% e 15%, respectivamente, no comparativo com a média e pode representar uma alternativa para quem deseja economizar com a locação. “Estas são regiões mais afastadas do centro e onde os imóveis costumam ser mais simples, o que justifica, em parte, tais valores”, explica Iury Sergio Lopes de Pádua, franqueado da Apolar Personnalité.

Conheça quais são os cinco bairros com os aluguéis mais baratos de Curitiba.

1º - Campo do Santana

O bairro, localizado na região sul de Curitiba, ocupa a primeira posição no ranking com preço médio do aluguel de R$ 10,40/m² total*, em abril. A oferta no bairro era de 86 imóveis naquele mês.

2º - Lindóia

Com preço médio de R$ 10,42/ m² total*, o Lindóia ocupa a segunda posição entre os bairros mais baratos para se locar um imóvel. A oferta no endereço, em abril, era de 38 imóveis.

3º - Ahú

Localizado na região norte da cidade, o valor do aluguel no bairro era de R$ 10,70/m² total* em abril. 94 imóveis estavam disponíveis para locação no bairro naquele mês.

4º -Tatuquara

R$ 11,42* era o preço do metro quadrado total do aluguel residencial no Tatuquara, em abril. Naquele mês, 43 estavam disponíveis para locação no bairro.

5º - Bairro Alto

O Bairro Alto ocupa a quinta posição no ranking dos aluguéis mais baratos de Curitiba, com o preço do m² total a R$ 11,57*, em abril. A oferta de imóveis no endereço somava 165 imóveis naquele mês.

Fonte: Gazeta do Povo

Cenário econômico e abundância da oferta têm estimulado o fechamento de novos contratos

O mercado da locação residencial parece não ter sido abalado pela crise econômica. Pelo contrário, o cenário de recessão e de redução na oferta de crédito tem estimulado os aluguéis, elevando o número de contratos fechados em Curitiba.

No primeiro quadrimestre de 2016, o volume de unidades locadas cresceu 18,9% na capital no comparativo com os iguais períodos de 2015 e 2014. Até abril deste ano, 5 mil imóveis receberam novos inquilinos na cidade. Nos dois anos anteriores, esta soma era de 4,2 mil unidades. Os dados são do Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar), ligado ao Sindicato da Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi-PR).

Para Fátima Galvão, vice-presidente de locação da entidade, a restrição na oferta de crédito imobiliário e a redução do poder de compra das famílias é um dos fatores que tem incentivado a locação residencial. “Entre 2014 e 2015, era muito fácil as pessoas conseguirem crédito para comprar sua casa própria. Depois disso elas passaram a não ter esta mesma facilidade”, explica.

A instabilidade econômica também é vista como um estímulo para o setor pela vice-presidente da Rede Imóveis, Andrea Baggio. Para ela, a população está mais consciente sobre sua condição financeira e poder aquisitivo e, diante das incertezas, vê na locação um meio de não tomar uma decisão definitiva neste período econômico.

Preço

A elevação do número de imóveis residenciais locados não significa, necessariamente, que a soma dos montantes negociados também tenha crescido na capital. De acordo com Iury Sergio Lopes de Pádua, franqueado da Apolar Personnalité, tal índice mantém-se dentro da média registrada nos períodos anteriores, na imobiliária, devido à redução dos valores dos aluguéis contratados. “Temos imóveis [de alto padrão] que eram anunciados por R$ 10 mil sobre os quais conversamos com os proprietários para baixar para R$ 7 mil”, exemplifica.

Tal redução é retratada no último levantamento realizado pelo Secovi-PR, que aponta uma retração de 5% no preço médio do m² dos aluguéis residenciais, que passaram de R$ 14,38, em abril de 2015, para R$ 13,60 no mesmo mês de 2016.

“Como houve um excesso de oferta, e o custo do imóvel parado é muito alto, os proprietários estão mais propensos a negociar os valores”, acrescenta Fátima.

Diante deste cenário, a orientação de Pádua para os proprietários que têm seus imóveis locados por bons inquilinos é a de que eles se esforcem para mantê-los. Pois, de acordo com ele, caso o bem seja desocupado, será difícil manter o valor do aluguel e poderá levar alguns meses para que o proprietário veja seu imóvel alugado.

Em alta

Locação residencial cresceu 19% nos primeiros quatro meses de 2016 em comparação com os iguais períodos dos dois anos anteriores. Falta de crédito e cenário econômico estimulam o setor.

Estoque de imóveis tem alta de 10,7%

Em abril, 10,8 mil imóveis estavam à espera de um inquilino. O número é 10,7% maior do que o registrado no mesmo mês de 2015, quando 9,8 mil unidades residenciais eram ofertadas na capital. No comparativo com 2014, o aumento foi ainda mais significativo e ficou na casa dos 30,7%, de acordo com dados do Secovi-PR.

Fátima Galvão, vice-presidente de locação da entidade, explica que a alta se deve ao volume de entregas de empreendimentos novos registrado nos últimos anos, o que fez com que as unidades adquiridas pelos investidores entrassem na carteira de locação das imobiliárias.

Vantagens

Para se destacar perante a oferta abundante e atrair os inquilinos para seus imóveis, proprietários e imobiliárias têm investido na flexibilização das negociações e na oferta de benefícios para quem assina os contratos.

Na Apolar Imóveis, por exemplo, os inquilinos são presenteados com a isenção do aluguel no mês do seu aniversário, dentro da campanha “Aluguel de presente”.

Do lado dos proprietários, além de negociar preços, muitos deles têm realizado obras de melhoria em suas unidades, que envolvem da pintura à instalação de móveis planejados na cozinha. “O cliente hoje procura qualidade e está mais exigente diante da oferta que tem, o que faz com que os proprietários estejam mais cientes de que têm que investir na pintura ou na instalação de piso laminado, por exemplo”, resume Iury Sergio Lopes de Pádua, franqueado da Apolar Personnalité.

Fonte: Gazeta do Povo