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Corretores de imóveis de todo o Brasil se reúnem em Brasília

ENBRACI VAI DISCUTIR OS RUMOS DO MERCADO IMOBILIÁRIO. INSCRIÇÕES JÁ ESTÃO ABERTAS.

O mercado imobiliário brasileiro vai se reunir em Brasília entre os dias 18 e 20 de junho, para o I Encontro Brasileiro de Corretores de Imóveis (Enbraci). Organizado pelo Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci), o evento vai discutir temas como as perspectivas do mercado imobiliário brasileiro, rumos da concessão de crédito imobiliário, a responsabilidade civil do intermediador imobiliário diante do crescimento do setor, e outros pontos relevantes para esse segmento.

Entre os palestrantes convidados estão a presidenta da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Coelho, o economista Mailson da Nóbrega, ex-ministro do STF Maurício Correa, o presidente do Cofeci, João Teodoro da Silva, e o presidente da Terracap (Companhia Imobiliária de Brasília), Antônio Gomes. Além das conferências, no grande auditório, haverá oficinas, workshops e atividades de reciclagem para os corretores imobiliário, ao longo da programação.

O evento vai acontecer no Centro de Convenções Brasil 21, na Capital do país. As inscrições e mais informações podem ser feitas pelo site www.enbraci.com.br.

Imóveis Disponíveis para Venda Direta

O CRECI/PR em parceria com a CEF promove a venda direta dos imóveis adjudicados através de seus corretores conveniados.

Venda direta são os imóveis remanescentes de leilões (a intermediação dos corretores de imóveis no leilão é opcional)


Os interessados deverão contatar a delegacia do CRECI/PR mais próxima.

Jovens são maioria em contratos de financiamentos de imóveis

De acordo com a Caixa Econômica Federal, casais entre 25 e 30 anos, em início de atividade profissional, mas com salários que permitem assumir compromissos duradouros, formam o principal público de financiamentos imobiliários.

A explicação, segundo o consultor para Assuntos de Habitação da Caixa, Teotônio da Costa Rezende, seria o fato de a prestação ficar maior conforme a idade, já que a Susep (Superintendência de Seguros Privados) define que a idade do cliente somada ao prazo de financiamento não ultrapasse 80 anos e seis meses.

"A idade começa a dificultar o acesso à moradia à medida que se aproxima dos 70 anos (...) a prestação fica maior, o que dificulta o acesso a financiamentos para esse público", explica Rezende.

Entretanto, o consultor lembrou que as limitações da Susep não se encaixam às operações sociais, que, por força do Estatuto do Idoso, têm de compor 3% da carteira de cada produto ou modalidade, como é o caso do PAR (Programa de Arrendamento Residencial), destinado a famílias de baixa renda e que beneficia pessoas de qualquer idade sem majoração de preços.

Perfis
Apesar da possibilidade de amortização em até 30 anos, o maior número de operações é na faixa de 180 meses, ou 15 anos. Os financiamentos podem ser com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) ou da caderneta de poupança; este último não exige limite de renda familiar, mas os juros são um pouco maiores e pós-fixados.

No caso da preferência pelo FGTS, o cliente com renda familiar de até R$ 1.875 pode financiar imóveis novos ou usados no valor máximo de R$ 80 mil, com juros de 6% ao ano mais TR (Taxa Referencial) e prazo de 25 anos para pagamentos.

Para quem tem renda de até R$ 3.900, a taxa de juros é de 8,16% ao ano mais TR e o limite de pagamento passa para 30 anos. Nas cidades com população maior do que 500 mil habitantes, bem como em capitais estaduais e regiões metropolitanas, o limite de renda é ampliado para R$ 4,9 mil.

Fonte: InfoMoney

Banco não pode mais usar valorização de imóvel em patrimônio líquido

Os bancos não poderão mais usar a valorização de bens imóveis para aumentar o patrimônio líquido. Norma aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que aplica padrões internacional de contabilidade sobre o tema, elimina uma prática que foi implantada no Brasil na época da hiperinflação.

Antes, a cada quatro anos os bancos podiam contratar peritos para reavaliar todos os seus imóveis próprios e, nos casos de valorização, constituir uma reserva de reavaliação, que compõe o patrimônio líquido. O lucro do banco não era afetado, mas o patrimônio líquido aumentava, permitindo aos bancos maior alavancagem nos empréstimos.

A regra foi adotada na década de 1970, quando a inflação brasileira era mais alta. O objetivo era fazer as demonstrações contábeis refletirem como maior precisão os reais valores dos ativos. Os bancos podiam corrigir os ativos pela variação da inflação. Periodicamente, podiam fazer uma reavaliação dos bens imóveis para refletir o valor de mercado.

O impacto da proibição será pequeno. Hoje, há R$ 700 milhões nessa condição, para um patrimônio líquido total do sistema de R$ 200,035 bilhões. Mas é um passo importante na contabilidade bancária. Um século atrás, investimentos em bens imóveis eram tidos como sinal de solidez das casas bancárias.

Mais recentemente, sobretudo nos últimos dez anos, os bancos brasileiros se esforçaram para desmobilizar seu patrimônio - vendendo suas agências. \"Hoje, ativos como a marca têm mais valor para as empresas do que bens imóveis\", diz o chefe do Departamento de Normas do Banco Central, Amaro Gomes.

Outra norma editada pelo CMN obriga os bancos a fazer uma avaliação anual dos seus ativos de forma a assegurar que o valor lançado nos balanços reflita o que seria recuperado no caso da venda dos ativos. Na prática, a regra já valia para títulos e valores mobiliários, que são marcados a preços de mercado. A regra se estende a outros ativos, como imóveis e ágios pagos na aquisição de empresas. Nesse caso, a reavaliação poderá reduzir, e não aumentar, o valor contábil.

O CMN autorizou o grupo Sadia, que é dono de uma corretora, a abrir o Banco Concórdia, com carteiras comercial e de investimento. Como a Sadia têm participação estrangeira em 0,15% de seu capital votante, será necessário decreto de autorização do presidente da República.

Fonte: Valor

Construção sustentável é mais cara, mas traz economia durante operação

Sustentabilidade engloba não só questões sociais e ambientais, mas também econômicas. É exatamente por isso que, se ela gera gastos maiores em um primeiro momento, trará uma recompensa econômica no futuro.

De acordo com o diretor de Projetos e Construção da Tishman Speyer, Luiz Henrique Ceotto, é isso o que ocorre na construção civil. A possibilidade de reúso de água ou a iluminação natural, dentre outras medidas, pode fazer com que a construção fique 15% mais cara. No entanto, ao longo de 50 anos, de acordo com Ceotto, esse prédio gastaria menos 50% em operação e manutenção.

Conforme disse, menos de 0,2% do custo do empreendimento é o que se gasta com a idealização do projeto, enquanto a concepção deste não chega a 1%. "É na etapa que tem o menor custo que podemos resolver a questão da sustentabilidade na construção civil", afirmou.

Ele falou no painel "Gestão Sustentável da Construção Civil", realizado durante a Conferência Internacional Ethos 2008.

O preço da sustentabilidade

Na mesma ocasião, o membro do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável, Vanderley John, disse que o mito de que as construções sustentáveis são extremamente mais caras deve ser quebrado.

Na verdade, em sua opinião, o que encarece este tipo de construção são excessos, tecnicamente chamados de over engineering.

John disse que esses excessos são as propostas sem necessidade, que não levam em conta os impactos do consumo sem consciência. A sustentabilidade, de acordo com ele, pode ser alcançada por meio de redução de perdas e maior durabilidade dos materiais, por exemplo.

Fonte: InfoMone