Por exigência das imobiliárias e dos proprietários, escapar do seguro-fiança está cada vez mais difícil para quem quer alugar um imóvel.
A modalidade de garantia se tornou a preferida pelos locadores em razão da rapidez do pagamento em caso de inadimplência. No entanto, acaba pesando no bolso do inquilino, pois torna as prestações mais caras.
O seguro-fiança custa o equivalente a um aluguel e meio a cada ano.
Em um contrato de R$ 1.500 mensais, por exemplo, somado o valor do seguro diluído em 12 meses, o inquilino paga R$ 1.687,50.
Contratos garantidos por fiador estão raros, diz Jaques Bushatsky, diretor de Legislação do Inquilinato do Secovi-SP (Sindicato da Habitação).
"As pessoas mudam muito de cidade, não têm mais amigos para servir de fiador. E a modalidade é arriscada", diz Bushatsky. Quando há inadimplência, costuma ser mais demorado para o proprietário receber o dinheiro.
O combate ao exercício ilegal da profissão foi o principal objetivo da fiscalização nacional promovida pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Paraná, Creci-PR. O Grupo Especial de Agentes de Fiscalização Federal, Geaf, junto aos agentes fiscais paranaenses executaram uma das maiores ações contra falsos profissionais. A fiscalização ocorreu de 15 a 20 de outubro nas cidades de Curitiba, Londrina e Maringá.
Alta pode passar de dois dígitos, ao menos no primeiro semestre do ano
O Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Paraná, Creci-PR, promoverá a Operação Veraneio em todas as praias do estado, de 21 de dezembro a 11 de janeiro. O objetivo dessa fiscalização será combater o exercício ilegal da profissão e consequentemente proporcionar aos veranistas maior segurança nas intermediações imobiliárias. A ação também garantirá mais credibilidade às empresas e corretores de imóveis inscritos no Conselho.