O Banco do Brasil (BB) negocia parcerias com consultorias e imobiliárias para ampliar sua presença no crédito habitacional. O modelo de referência é o do Banco Itaú, que se associou com a Lopes há mais de dois anos e, recentemente, fechou parceria com a imobiliária Coelho da Fonseca, voltada para o mercado de imóveis para um público com maior renda.
O vice-presidente de cartões e novos negócios do BB, Paulo Rogério Caffarelli, confirmou que o banco está se movimentando nesse sentido, mas não quis mencionar nomes de potenciais parceiros. Para Caffarelli, essas parcerias permitem simplificar a oferta do financiamento. O ideal seria, segundo ele, deixar o funcionamento do segmento semelhante ao que ocorre no ramo de veículos, em que o financiamento é feito em conjunto com a venda do carro na concessionária, em uma operação simples sem a necessidade de ir ao banco.
O aumento do crédito disponível, a redução das taxas de juros e o crescimento do emprego estão fazendo o financiamento habitacional bater recorde no país. A Caixa Econômica totalizou R$ 47,69 bilhões em empréstimos do início do ano até 3 de setembro, 87,6% mais do que no mesmo período do ano passado, de acordo com balanço divulgado ontem. O montante supera todo o volume emprestado em 2009, de R$ 47,05 bilhões. O forte ritmo de contratações já fez o banco refazer suas estimativas para o resultado do ano duas vezes. A previsão inicial era alcançar R$ 55 bilhões, volume que passou para R$ 60 bilhões e agora deve chegar a R$ 70 bilhões, quase 50% mais do que em 2009. Até setembro foram contratadas 778.717 unidades, contra 896.908 unidades em todo o ano passado.
Quem tem pouco dinheiro no bolso, mas quer ganhar com o bom momento do mercado imobiliário no Brasil pode apelar para os fundos imobiliários. Eles seguem a valorização dos imóveis e permitem aporte a partir de R$ 1 mil em empreendimentos de alto valor, mais escassos e seguros.
O Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Paraná informa que o Convênio Caixa-Creci foi rescindido, no dia 13 de julho de 2010, pela Caixa Econômica Federal através da Gerência de Alienação de Bens Moveis e Imóveis (Gilie/CT).
"Picareta: esse é o nome certo para a pessoa que faz corretagem imobiliária sem credenciamento. Picareta!".