Com o cenário mais favorável, os brasileiros estão correndo atrás da compra da casa própria. Na outra ponta, o mercado tem se movimentado para conquistar cada vez mais os clientes, diante da maior competitividade. Um exemplo é que já é permitido o pagamento da casa própria por meio do cartão de crédito.
Na realidade, por enquanto, construtoras e incorporadoras aceitam o uso do plástico para pagamento do valor da entrada da casa ou do apartamento, montante que varia bastante de acordo com as condições financeiras do próprio cliente e do valor da propriedade.
Em novembro do ano passado, a Cury Construtora deu o pontapé para esta tendência. “Acreditamos que, ao adquirir sua casa própria, o consumidor está realizando um sonho. Entretanto, este caminho pode ser difícil, especialmente no que diz respeito ao crédito. A inclusão do limite do cartão de crédito como parte da renda é um facilitador”, afirmou o presidente da construtora, Fábio Cury.
O valor total dos negócios do 6º. Feirão da Casa Própria da Caixa Econômica Federal (CEF) em Curitiba quase triplicou com relação ao feirão de 2009. Neste ano, o montante dos negócios foi de R$ 538,4 milhões e ano passado foi de R$ 184 milhões, o que representa aumento de 193%. Já o número de negócios aumentou de 2.420 em 2009 para 5.686 negócios em 2010. O feirão da capital paranaense começou na última sexta-feira (14) e foi encerrado no domingo (16).
O vice-presidente do Ibef (Instituto Brasileiro dos Executivos de Finanças), Luiz Calado, afirmou que a estabilidade econômica torna o investimento em imóveis residenciais cada vez mais seguro, tanto no caso de compra para a venda quanto no de compra para aluguel.
O Minha Casa, Minha Vida pode ser contratado por indivíduos cuja renda familiar seja de até dez salários mínimos. As famílias que recebem de zero a três salários mínimos são as mais beneficiadas: elas recebem subsídio integral dos custos do seguro habitacional, necessário para a contratação de financiamentos, além da isenção dos custos de cartório para registro de imóveis.
A ampliação das opções de uso do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) em consórcios de imóveis fez esse tipo de comercialização registrar recorde no primeiro trimestre deste ano.